Metrô de SP aposenta bilhete magnético: prazo e onde trocar

Por TecnoHub

2 de novembro de 2026

Quem ainda tem bilhetes magnéticos do Metrô de São Paulo guardados na carteira não consegue mais usá-los nas catracas desde 31 de outubro de 2026. O modelo Edmonson, de papel com tarja magnética, saiu de circulação nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata depois de mais de 50 anos, e a troca por bilhetes com QR Code vai até 31 de janeiro de 2027, segundo o Olhar Digital.

O bilhete não perde o valor, mas precisa estar dentro da validade e em bom estado para ser trocado. Depois do prazo, não há regra divulgada para quem perder a data.

 

Onde fazer a troca do bilhete magnético?

Só em duas bilheterias, todos os dias, das 6h às 22h:

  • Paraíso, que atende as linhas 1-Azul e 2-Verde;
  • Tatuapé, na linha 3-Vermelha.

Anote: a troca vale de 1º de novembro de 2026 a 31 de janeiro de 2027, só para bilhetes dentro da validade.

As demais estações não fazem a troca. Quem mora longe dessas duas pode juntar os bilhetes da família e levar de uma vez, já que o prazo é longo.

 

E nas linhas 4-Amarela e 5-Lilás?

O bilhete magnético era aceito apenas nas linhas operadas diretamente pelo Metrô (1, 2, 3 e 15). As linhas concedidas à iniciativa privada já funcionavam com Bilhete Único, QR Code e cartão por aproximação, então quem usa só esses trechos não precisa mudar nada.

 

Tenho mais de dez bilhetes. O que muda?

Até 10 unidades, a troca é feita na hora, no guichê. Acima disso, o passageiro apresenta documento de identidade e informa e-mail ou telefone. O Metrô confere os bilhetes e avisa quando os QR Codes novos podem ser retirados. Comerciantes e empresas que compraram bilhetes em lote para funcionários caem nessa segunda regra.

Antes de ir ao guichê, separe os bilhetes por validade e descarte os que já venceram. Isso evita fila dupla e deixa claro, na hora da conferência, quantas passagens você tem direito a receber em QR Code. Para empresas, guardar a nota fiscal da compra original ajuda se houver dúvida sobre a origem do lote.

 

Bilhete rasgado, molhado ou vencido entra na troca?

Não. A exigência é de bilhete dentro da validade e em bom estado. Se a tarja estiver amassada ou o papel rasgado, o guichê pode recusar. A Central de Informações do Metrô atende pelo 0800 770 7722, das 5h à meia-noite, e é o canal para tirar dúvida sobre um caso específico antes de se deslocar até Paraíso ou Tatuapé.

 

Como pagar a passagem a partir de agora?

Forma de pagamentoComo funciona na catraca
Bilhete ÚnicoCartão recarregável, aproximação no leitor
Cartão TOPCartão recarregável, aproximação no leitor
Bilhete com QR CodeImpresso ou na tela do celular, lido pelo scanner
Crédito ou débitoCartão físico ou virtual Elo, Mastercard ou Visa, por aproximação

Para quem usa o metrô de vez em quando, o pagamento por aproximação com o cartão do banco é o caminho com menos etapas: não exige cadastro nem recarga prévia. Quem anda todo dia costuma compensar mais com o Bilhete Único, por causa da integração com ônibus.

Um cuidado com o cartão do banco: use sempre o mesmo cartão ou o mesmo celular na entrada e nas integrações do trajeto. Trocar de meio de pagamento no meio do caminho faz o sistema tratar cada passagem como uma viagem nova, e a cobrança aparece duplicada na fatura.

Pessoa aproximando celular de leitor de QR Code
O QR Code pode ser lido no papel ou na tela do celular. Imagem ilustrativa. Foto: iMin Technology / Pexels

 

O QR Code no celular pode ser falsificado?

O risco não está na catraca, e sim na compra. Golpistas usam páginas e perfis falsos que imitam canais de venda de passagem e cobram por QR Codes que não funcionam. Compre apenas pelos canais oficiais do Metrô e da SPTrans, e desconfie de desconto em passagem oferecido por mensagem. O padrão desse tipo de fraude está descrito no texto sobre o golpe do QR Code falso.

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